› Cirurgia Ortognática/Reconstrutiva

A cirurgia ortognática é um tratamento indicado para pessoas que têm deformidades envolvendo os ossos da face e os dentes, visando restabelecer o equilíbrio anatômico da face. Quando não for possível resolver o caso somente com o aparelho ortodôntico, uma vez que o problema está no tamanho dos ossos do esqueleto e não somente na posição dos dentes, faz-se necessário uma correção óssea.
Caso comprovado


As deformidades dos ossos da face podem se originar de distúrbios de crescimento, síndromes e anomalias específicas, traumas na face, ou serem de origem genética, dentre outros fatores. Essas alterações podem estar localizadas num osso, como no prognatismo mandibular (mandíbula grande) ou no retrognatismo mandibular (mandíbula pequena), sendo que muitas vezes é um problema combinado, associando o maxilar superior à mandíbula. Por exemplo, quando a mandíbula for grande e o maxilar superior for pequeno, será necessário operar os dois ossos, com o posicionamento cirúrgico da mandíbula para trás e do maxilar superior para a frente.

O paciente deverá realizar uma documentação ortodôntica completa, em clínica especializada em radiologia odontológica, para que os profissionais ( Cirurgião Buco Maxilo Facial e Ortodontista ) analisem as correções necessárias através de um tratamento ortodôntico-cirúrgico-ortodôntico. Isto é, inicia-se com a ortodontia preparando os dentes por período que varia de seis meses a um ano (primeira etapa), a partir daí planeja-se a cirurgia ortognática, fazendo uma moldagem de estudo e confeccionando modelos de gesso e montagem em articulador; opera-se o paciente e, logo que se recupere, a ortodontia realizará os últimos ajustes na oclusão.

Caso comprovado

Mabel do Carmo Bruno da Costa fez a cirurgia
Foto: Reprodução Revista SOUMAISEU!
Mabel do Carmo Bruno da Costa realizou a cirurgia em 2006 e obteve melhora na mastigação, na fala, no sono e na respiração. "Na parte estética, eu ganhei um queixo e diminui a gengiva", conta


Antes da cirurgia, o paciente deverá realizar alguns exames complementares. A cirurgia é realizada em ambiente hospitalar e sob anestesia geral, envolvendo normalmente dois cirurgiões, um instrumentador e uma equipe multidisciplinar. A cirurgia é realizada totalmente por dentro da boca, não deixando cicatriz na face e, dependendo do porte da cirurgia e recuperação da anestesia, a alta hospitalar é dada ao paciente na manhã do dia seguinte.

A correção das deformidades faciais através da cirurgia ortognática traz grandes benefícios aos pacientes operados, com sensível melhora na relação entre os dentes, músculos, ossos, respiração, fonação, posição da língua, articulação temporo-mandibular (ATM), mastigação, digestão e em muitos casos, no relacionamento social. A Cirurgia Ortognática moderna busca um equilíbrio das funções mastigatória, respiratória e da beleza estética.

Perguntas freqüentes:


Cirurgia ortognática é conhecida por modificar a posição do maxilar, queixo e gengiva
Foto: Dreamstime

Com qual idade pode-se fazer essa cirurgia?
A Cirurgia Ortognática está indicada a partir dos 17 anos de idade (momento em que o crescimento dos ossos faciais já está no final). Caso haja dúvida, o cirurgião pode solicitar exames específicos para avaliação da idade óssea.
Existe alguma prevenção para as deformidades faciais? Depende. Existe uma especialidade odontológica chamada Ortopedia Funcional dos maxilares, que trata preventivamente as deformidades faciais auxiliando o crescimento facial correto em pacientes em idade infantil.
Porem em alguns casos de herança genética, esta prevenção pode não ser suficiente.

 

A cirurgia ortognática é conhecida por modificar a posição do maxilar, queixo e gengiva, alterando consideravelmente a fisionomia do paciente.

Na entrevista abaixo, Márcio de Moraes, coordenador do curso de pós-graduação em cirurgia bucomaxilofacial da Faculdade de Odontologia da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), dá detalhes sobre o procedimento:

Qual é a indicação da cirurgia ortognática?
É indicada para pacientes com alterações de crescimento ósseo dos maxilares, que causam deformidade na face e alterações na mordida. Essa deformidade pode ou não provocar dores na musculatura ou nas articulações.

Como ela é feita?
Na maioria dos casos, a cirurgia é realizada por dentro da boca. Raramente é feita com corte no rosto. O procedimento consiste basicamente em "soltar" o maxilar superior, o inferior (mandíbula) ou o queixo - e, às vezes, todos eles. A fixação na nova posição é feita com placas e parafusos geralmente de titânio.

É preciso usar aparelho antes da operação?
O tratamento com aparelho antes da cirurgia é necessário. Se os dentes estiverem desalinhados, com alturas diferentes ou tortos, é difícil fazer o encaixe na posição correta durante o procedimento.

Quais são os benefícios?
A cirurgia está sempre voltada para questões funcionais: quando os pacientes sentem dores, não conseguem morder direito, respiram pela boca etc. Porém, muitos pacientes têm dificuldade de se relacionar por se sentirem diferentes dos amigos. Aí, entra a questão estética.

A cirurgia pode ser feita apenas pelo fator estético?
Sim. Por exemplo: uma paciente me procurou por ser muito retraída. Após a cirurgia, com a face harmônica, ela começou a sorrir. Sem dúvida, a estética é funcional, ao menos no nível do comportamento.

Como é a recuperação?
Não é um procedimento que causa dores no pós-operatório. O inchaço é o maior desconforto. O paciente deve ficar em repouso e nos primeiros 20 dias ingerir apenas líquidos e alimentos pastosos. Ele volta a mastigar normalmente depois de aproximadamente 50 dias.

Existe possibilidade de colocar prótese de queixo?
Sim, as próteses são feitas com um material que não precisa ser trocado. Mas em poucas situações substituem a cirurgia de correção da deformidade dos maxilares.


Entenda como é feito o tratamento


Ilustração: Reprodução Revista SOUMAISEU!

Eo custo destas cirurgias?
hoje estas cirurgias estão bem mais acessíveis pois os convênios médicos são obrigados a cobrir os custos por se tratar de uma cirurgia funcional e não apenas estética.
qualquer duvida favor entrar em contato com nossa equipe.

1. Para corrigir a gengiva
O primeiro passo foi cortar o osso da maxila para "soltá-lo". Depois, ele foi fixado numa posição mais alta com placas e parafusos.

2. Para aumentar o queixo
O osso da mandíbula foi cortado e separado com uma placa. Dessa forma, a mandíbula foi projetada para frente e o queixo foi aumentado.


Retrognatismo



Cirurgia Ortognática Bimaxilar




Prognatismo Mandibular



Mentoplastia



Mordida Aberta