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DOENÇA PERIODONTAL: O QUE É, EVOLUÇÃO, CONSEQUÊNCIAS.


A doença periodontal é a consequência da má higienização dos tecidos bucais, ou seja, a incorreta escovação e a não utilização do fio dental.


A falta dos procedimentos de limpeza, acarretam no acúmulo da placa bacteriana sobre a superfície dental, esta por fim, produzirá toxinas e ácidos que irão agredir o tecido gengival.


A gengivite se caracteriza pela coloração "vermelho vivo" que pode apresentar sangramento espontâneo ou ao toque da escova e/ou fio dental. Quando estes sinais clínicos aparecem, normalmente o paciente imagina que o sangramento se dá pelo trauma causado pela escova e o fio dental,mas para que isso aconteça, o fio dental tem que "cortar" a gengiva ou a escova é dura demais .Portanto, se a gengiva está sangrando o dentista deve ser consultado.



Figuras 01 e 02: caso clínico de paciente com gengivite. Notar a coloração de “ vermelho vivo” da gengiva, que apresenta sangramento espontâneo e ao toque da escova e fio dental


Se a gengivite não for tratada pode evoluir para a doença periodontal, ou seja as toxinas produzidas pelas bactérias abrirão caminho por um pequeno espaço entre o dente e a gengiva ( sulco gengival), atacando também a parte de sustentação dos dentes.


Consequentemente, teremos a destruição do tecido ósseo que envolve os dentes e estes começam a "amolecer" e mudar de posição.


A evolução da doença periodontal pode ocorrer pela invasão bacteriana, é lenta e na maioria das vezes indolor, com isso o paciente acaba se acostumando, relatando que ás vezes a gengiva sangra, incha e sai pús, mas retorna ao quadro clínico normal. O problema disso é que a destruição óssea é um processo irreversível e o que o periodontista faz é eliminar o processo infeccioso e estabilizar esse processo de perda óssea, mas o ganho de osso e gengiva na região afetada é pequeno, a não ser nos casos em que são feitos tratamentos cirúrgicos de enxertia óssea e gengival.



Figura 3: Caso clínico de paciente com doença
Figura 4: Vista oclusal do paciente. Notar a presença periodontal avançada. Aparecimento das raízes, de grande quantidade de tártaro na região dos dentes mudança das posições dos dentes, saída de pus anteriores inferiores e sangramento gengival.


Uma vez formado o tártaro (mineralização da placa bacteriana), o paciente não conseguirá removê-lo com a escova e o fio dental, portanto somente o dentista conseguirá sanar este problema, sendo que controles periódicos são fundamentais para a longevidade do tratamento, pois pacientes que tiveram problemas periodontais, são aqueles mais susceptíveis a formação do tártaro, ou pelo tipo de saliva, alimentação ou flora bacteriana.


Além dos problemas bucais, as bactérias envolvidas na doença periodontal, podem vir a afetar o coração (endocardite bacteriana) , vias respiratórias e trato gastro intestinal, que são infecções de grande porte e de tratamento com medicação antimicrobiana.


A perda de um elemento dental pode ser restituída através de vários tratamentos reabilitadores e uma delas é o implante ossointegrado, mas isso não implica que este paciente não está susceptível à doença periodontal, pois da mesma forma que ele pode perder dentes através dessa doença, ele também poderá perder os implantes por infecção (periimplantite),os sinais clínicos são semelhantes:


Sintomas da gengivite


Os sintomas da gengivite são os seguintes:

* Gengiva inchada.

* Feridas na boca.

* Gengiva vermelho-brilhante ou roxa.

* Gengiva lustrosa.

* A gengiva não dói, exceto quando tocada.

* Gengiva que sangra facilmente, mesmo com escovação leve.

Por isso , após a instalação dos implantes, o paciente deve fazer controles semestrais além de um controle radiográfico anual.


Dicas para melhorar sua escovação:


* O fio dental é tão importante para a higiene bucal quanto a escovação. Curve o fio na lateral do dente e movimente-o para cima e para baixo, penetrando cuidadosamente na linha da gengiva. Limpe o dente da esquerda e o da direita de cada espaço.


* No lado de fora de todos os dentes e no lado de dentro dos dentes de trás, posicione a escova num ângulo de 45º na linha da gengiva e faça pequenos movimentos de vai e vem.


* Na parte de dentro dos dentes da frente, use a escova na vertical com movimentos para cima e para baixo.


* Por último escove a parte de cima da língua.


* Na superfície de mastigação dos dentes, use a escova na horizontal com movimentos de vai e vem.


* Divida o tempo de escovação igualmente entre os dentes: escove durante 10 segundos cada grupo de 2 dentes.


* Troque a escova de dentes no mínimo a cada três meses, ou sempre que estiver com as cerdas entortadas.


* Empregue uma força que não curve muito as cerdas, pois são as pontas das cerdas que realizam a limpeza.


* A escova de dentes deve ter cerdas macias ou médias, com cerdas de pontas arredondadas e um tamanho que lhe permita escovar bem os dentes de trás.